SUSTENTABILIDADE COMPORTAMENTAL

Os Estudos e Pesquisa que realizamos nos anos 90, denominado Foto-Vivência, e que deram origem ao Instituto Foto-Vivência, demostraram evidências sobre o comportamento humano a partir de práticas vivenciais onde se explorava a Experiência de

 

Sujeito e a Quebra de Dualidades .

 

Não se teve mais dúvidas que a aplicação de metodologia vivencial, a partir da Experiência de Sujeito e da Quebra de Dualidades, imprimia em cada participante das atividades vivenciais novas atitudes, novas reações, novos procedimentos e novos comportamentos.

 

Tais atitudes, reações, procedimentos e comportamentos, sintetizamos como Comportamento Sustentável e afirmamos ser sustentável por conta da interrelação dessas características que parecem ser realimentadoras uma da outra ininterruptamente.

 

Assim, por exemplo, um novo procedimento pode dar origem a uma nova atitude gerando uma nova reação e fixando um novo comportamento.

 

Embora não se queira afirmar cartesianamente que tal ciclo se estabelece nessa ordem ou numa outra variante, percebe-se que esses quatro elementos geram um estado sustentável de ordem comportamental numa pessoa ou num grupo, se submetido a essa metodologia onde a Experiência de Sujeito e a Quebra de Dualidades têm seu aspecto dominante.

 

A conjunção desses quatro elementos, do cotidiano humano, determinam o que chamamos Comportamento Sustentável.

 

O Comportamento Sustentável

O Desenvolvimento Sustentável é, hoje, uma expressão de ordem, especialmente num mundo onde a globalização é um fato econômico, político e cultural irreversível, e a proteção do meio ambiente, uma variável decisiva desse processo.

 

Por isto, o Desenvolvimento Sustentável exige grandes transformações do sistema produtivo, tendo em vista que os atuais padrões de produção e consumo são os reais responsáveis por uma série de problemas ambientais e pela marginalização social, onde a grande maioria da população mundial continua excluída dos bens e serviços essenciais à melhoria da qualidade de vida.

 

Este sistema precisa crescer em qualidade e sustentabilidade ao mesmo tempo, incluindo mais pessoas, porém diminuindo drasticamente os impactos negativos deste crescimento.

 

Nessa questão, então, não estaremos mais falando de Desenvolvimento Sustentável e sim de Comportamento Sustentável e se conseguirmos perceber isso perceberemos também que o comportamento sustentável antecede ao desenvolvimento sustentável.

 

Cabe inicialmente entender o Comportamento Sustentável.

 

1. O Comportamento Sustentável no Processo Decisório

Partimos do princípio que nossas decisões são tomadas com base no conhecimento e compreensão dos problemas que analisamos com profundidade e que avaliamos com critério. Bem, se seguirmos esses degraus, com certeza estaremos aptos a decidir. Óbvio que a seguir vem à ação correspondente. Pois bem, exatamente nesse intervalo entre a decisão tomada e a ação que será empreendida é que surgem os agentes perturbadores da qualidade da ação. Tais agentes funcionam como ruídos que tornam a ação contaminada. De algum modo é preciso fazer com que esses agentes perturbadores (riscos, escolhas, medos, receios, imponderável, falta de conhecimento, desinteresse, apatias e tantos outros) comprometam o mínimo possível à qualidade da ação desejada.

 

É preciso, pois, atenuar esses agentes e mantê-los atenuados. Esse recurso de sustentar essa atenuação oferecerá um custo menor ao empreendimento motivado pela decisão, além de abrir o espaço para o verdadeiro desenvolvimento sustentável.

 

Sustentar essa atenuação é Comportamento Sustentável. Assim, quando afirmamos que tanto o governo, como o setor produtivo e a sociedade civil organizada são os responsáveis diretos pelo planejamento e a consolidações de ações que viabilizem a melhoria da qualidade de vida de toda a população sem, contudo, destruir o meio ambiente, estamos mostrando que essas instâncias são construtoras de desenvolvimento sustentável, mas, desde que ajam na visão do Comportamento Sustentável.

 

2. O Comportamento Sustentável e o Meio Ambiente

Introduzir em cada região e em cada município novos padrões administrativos, mais equilibrados e menos perdulários, a serviço do maior número de pessoas, valorizando as oportunidades únicas de uma natureza que nos deu muito mais do que estamos sabendo utilizar parece ser um óbvio pouco praticado. Tornar essas cidades e regiões sustentáveis eis o desafio a seguir, integrando-as às suas florestas, às terras produtivas que exigem cuidados, às bacias dos rios que nos garantem a vida.

 

É preciso contribuir para minimizar os problemas ambientais e sociais ampliando o acesso aos bens e serviços indispensáveis à melhoria da qualidade de vida de grandes contingentes populacionais percebendo que essas premissas são todas de Comportamento.

 

Se de um lado a expressão Desenvolvimento Sustentável nos remete mais à ideia de algo relacionado ao Meio Ambiente, por outro, o Comportamento Sustentável nos remete a todas as ideias, do meio ambiente, da educação, da saúde, dos transportes, da habitação digna, do saneamento, do esporte, da arte, da cultura…

 

3. O Comportamento Sustentável no seio das Relações Humanas.

Quando enfrentamos a rotina do dia-a-dia ficamos preocupados com os minutos desperdiçados em pequenas tarefas mal feitas que ainda necessitem de atenção após a sua execução?

 

Refletimos ao darmos voltas e mais voltas para praticar uma única ação nos desgastando física e mentalmente, sem necessidade?

 

Numa reflexão detalhada, a resposta da grande maioria das pessoas de nossa Sociedade seria: NÃO!

 

E seria possível chegarmos a um ponto tal onde tudo se realizaria no menor espaço de tempo possível, com o mínimo de matéria-prima (seja ela qual for), diminuindo a energia empregada e aumentando exponencialmente a qualidade de todas as nossas ações e construções, promovendo uma melhoria contínua de nossas bases cada vez mais fortes? Em outra análise, talvez a resposta ainda fosse NÃO.

 

Mas existe uma palavra onde se baseia todo o nosso entendimento de Comportamento Sustentável e que poderia, pelo menos, transformar em positivas as intenções de respostas às nossas perguntas: RESPEITO. Respeito do homem consigo mesmo, do homem com o próximo e deste com a sociedade que o cerca e, fundamentalmente, do homem com o meio ambiente, ou seja, com tudo ao seu redor.

 

E o respeito às transformações?

 

No mundo atual, as sociedades estão passando por profundas transformações: ambientais, econômicas, políticas, culturais, sociais e tecnológicas.

 

Pelo lado da tecnologia, o avanço tecnológico tende a acelerar as demais transformações, tanto em nível quantitativo, quanto qualitativo. Esse avanço, se descontrolado, pode ser gerador de um grau considerável de instabilidade no cotidiano dos grupos sociais, com reflexos imediatos na educação, na saúde, na preservação do meio ambiente, na economia e na qualidade de vida de cada cidadão.

 

Novamente a palavra RESPEITO.

 

Respeito ao homem, ao meio ambiente, à vida. E esse respeito começa na compreensão entre os que desenvolvem e os que se utilizam da tecnologia. Mas esse respeito precisa também ser ensinado nas escolas que, por vezes, não conseguem atender às expectativas e, especialmente, às necessidades advindas dessas transformações; o ser humano tem necessidade de tempo para absorver e processar as alterações externas ou internas às quais é submetido periodicamente, tanto nos aspectos psicoemocionais como nos de natureza fisiológica.

 

4. O Comportamento Sustentável nas Organizações

Ao entrarmos no mundo empresarial sabemos que o desempenho econômico de uma sociedade depende fundamentalmente dos atores dessa sociedade e da visão das organizações que empregam esses mesmos atores. Assim, se o modelo de desempenho econômico dessa sociedade vai bem, pode-se pressupor que essas organizações estão atentas ao desenvolvimento social e se antecipando às novas tendências de Comportamento, de Economia e de Mercado.

 

Admitir-se uma organização sem visão social, meramente como organismo sustentado por suas tradições, seria ingênuo e distraído. Há que se admitir que as organizações estejam sempre prontas para uma Mudança de Paradigmas; prontas para o exercício de Novas Tendências e prontas para o Empreendimento das Novas Chamadas, tanto econômicas como sociais.

 

No que tange ao trato da tecnologia, o modelo socioeconômico já impôs novos conceitos: antes, tecnologia, era vista com a arte de fazer bem e com lucro; depois, numa visão mais sistêmica, aportou à ideia de ser a arte de fazer algo fisicamente factível, economicamente viável e mercadologicamente vendável e, mais modernamente, a tecnologia transcende às artes do fazer para a arte autorreguladora das necessidades econômicas e sociais.

 

Importa, pois, perceber-se que, o desempenho econômico de uma sociedade, a tecnologia autorreguladora e as organizações que empregam os atores do atual mercado formam um tripé indissociável.

 

Se o modelo econômico e o referencial social impõem uma Nova Ordem, fica claro que a mudança de paradigmas se faz mister. Por outro lado, na indissociabilidade desse tripé comentado, as organizações que empregam tais atores têm que estar atentas à antecipação de tendências. E, numa antecipação de tendências, percebe-se já, nessa era de informação e conhecimento, que a

Nova Ordem impõe o paradigma biológico num conjunto de transformações, destacando-se: o modelo horizontal de gerência em substituição ao vertical piramidal, na formação de células de atuação; a substituição de modismos tradicionais que dão lugar aos diagnósticos sob medida e o relacionamento humano interno e externo nas organizações que deixam de ser formais e profissionais e passam a ser os princípios de uma nova ética social.

 

A formação de novos atores para o setor produtivo e a adaptação daqueles em exercício profissional, na visão moderna, onde o sentido policelular inteligente substitui a tradicional forma piramidal hierárquica, se constitui como uma vertente poderosa do comportamento sustentável, pois vê o homem antecedendo sempre aos processos.

 

5. O Comportamento Sustentável e a Educação

 

Há tempos se dizia que a Educação era a função natural pela qual a sociedade transmitia a sua herança de costumes, hábitos, capacidades e aspirações.

 

Hoje, diante da explosão da tecnologia, ou pelo menos, dessa avassaladora marcha de conquistas de bens de conforto e de transformação, poderíamos dizer que a Educação é a função que se faz dirigida, que obedece a planos, que gradua e que torna o homem capaz de continuar essa marcha.

 

A Educação, então, atravessa o tempo, apresentando-se mais dirigida aos interesses dos interlocutores da discussão sobre suas políticas e objetivos. Raramente as discussões sobre Educação trazem o “tempo futuro”. Quase sempre se discutem sua história, seus princípios e modelos e, assim mesmo, no campo do ensino-aprendizagem.

 

As discussões sobre o Tempo Futuro parecem ser privativas daqueles que ainda se animam para os programas revolucionários ou para os programas diferentes da “mesmice pedagógica”.

 

Sabemos que a sociedade passa por transformações que se manifestam em todos os segmentos, o que implica na necessidade, cada vez mais crescente de se mergulhar em mudanças sucessivas. Tais mudanças, geradoras de desenvolvimento social, aparecem na escola, no homem, na família, na tecnologia, mas, em todas elas está presente a Relação, onde o homem é sempre partícipe. Desse modo, não poderá haver nunca o rompimento das relações do homem com os sistemas e nem mesmo com o humanismo.

 

Na escola, na academia, nos centros de treinamento e de educação, a relação, se faz presente como reguladora do não rompimento. Assim, aprimorar as relações na vida acadêmica é garantir a harmonia e o equilíbrio da sociedade, é garantir o perpetuismo do humanismo.

 

Na visão de tempo futuro, o Comportamento Sustentável traz a questão da relação em destaque e a associa aos aspectos de desenvolvimento da criatividade, das relações humanas, da decisão e da experiência de sujeito, criando um modelo de inserção curricular ou de estudos e práticas adjacentes à estrutura acadêmica tradicional.

 

6. O Comportamento Sustentável e a Arte e Cultura

Entendemos que a arte e a cultura apresentam-se como um espaço privilegiado e seguro que permite romper o escudo protetor de cada indivíduo, possibilitando a esses enfrentar, experienciar e elaborar os perigos existenciais mais intensos com os quais se confronta no dia a dia.

 

Por inúmeras formas de expressões e manifestações artístico-culturais, os indivíduos encontram uma oportunidade para trabalhar sensações, percepções, emoções, inquietações, indagações e reflexões que possibilitam um encontro singular consigo mesmo, com o outro e com o mundo que o cerca. Um encontro que pode levá-lo a abrir novas perspectivas para perceber a si mesmo e aos outros; a expandir a sua capacidade de receber e abarcar a realidade ao seu redor; a elaborar cada vez mais e melhor o processo de produção de sua subjetividade; a situá-lo na vida de forma mais plena e mais íntegra; a desenvolver espírito e sentimento de responsabilidade pessoal e coletiva em relação aos outros seres vivos e a natureza como um todo e, consequentemente, a uma transformação de mentalidade em prol de um resgate da solidariedade em todos os níveis e, portanto, a uma mudança de comportamento no sentido de um comportamento sustentável.

 

7. O Comportamento Sustentável e a Saúde

Normalmente, quando se fala em saúde entendemos tratar-se de problemas de doença de ordem física ou biológica. Na verdade é o senso comum, entretanto podemos perceber a saúde, também, como não-doença.

 

Se nossa saúde financeira vai bem, se nossa saúde moral está em alta, se nossa saúde social é plena, então, podemos começar a imaginar uma saúde total, inteira, sem pedaços ou partes, em plenitude.

 

Evidente que é impossível existir alguém com uma saúde plena com todos esses sentidos, mas é possível tornar o indivíduo consciente plenamente de todas essas saúdes.

 

A Experiência de Sujeito e a Quebra de Dualidades podem representar o início dessa nova saúde.

Numa discussão de contrariedade, poderia ser dito que a Experiência de Sujeito e a Quebra de Dualidades não são suficientes pra transformar uma dívida financeira e uma conta bancária sequer razoável. Aí, afirmamos que de fato isso não ocorre no mundo financeiro, mas, a vivência contínua da Experiência Sujeito e da Quebra de Dualidades oferece o equilíbrio necessário ao indivíduo para as ações devidas no sentido da reversão do quadro.

 

Esse binômio age também para a melhoria e sustentação das saúdes moral e social.

 

Nas doenças de origem física e biológica há uma tendência do indivíduo ir ao médico, fazer exames e tomar remédios. Tempo depois, diz-se curado até outro acometimento que o remete aos mesmos passos e assim vai ao longo da vida.

 

Talvez esse mesmo indivíduo não perceba que essas doenças têm origem em sua forma de viver, em seus excessos, em uma higiene pouco recomendável, enfim, em praticas, hábitos e vícios que não são, de maneira nenhuma, a própria doença, mas, o corredor para sua instalação. Cabe, então, a mudança de hábitos, a vivência de novas práticas, dissolver as couraças que mantém aquele modo de vida, experimentar novas sensações e ambientes, ou seja, adquirir um Comportamento Sustentável a partir de novas atitudes, novos procedimentos, novas reações e comportamentos.

 

8. O Comportamento Sustentável e o Homem

Os tempos mudaram!

 

O momento em que vivemos é de rápidas e constantes mudanças – os velhos paradigmas já não existem.

 

Para entender os acontecimentos das mudanças turbulentas e vertiginosas, das quais somos agentes e testemunhas, e a velocidade que essas transformações imprimem em nossos valores, é motivo de reflexão e de se investir na práxis do conhecimento das ciências do comportamento.

 

Essa é a ferramenta necessária para a Nova Era Industrial, Tecnológica e Social e exige muito mais do profissional, de qualquer segmento de atuação, que o simples e profundo conhecimento técnico – que é o saber interagir com as pessoas.

 

A sociedade, no contexto do mundo, tem passado, também, por sérias mutações que, nas empresas, em particular, se manifestam à necessidade crescente de se trabalhar na mudança do homem – ator real deste novo milênio.

 

Todo esse processo requer cuidados preliminares e essenciais para sua efetiva implantação, a lembrar: as relações interpessoais e intrapessoais, os conflitos, as aspirações, o nível de motivação, a cultura organizacional, a energia da equipe, a afetividade, enfim, a leitura da ambiência da organização, sua precisão, estratégias e condições objetivas para sua absorção e elaboração.

 

Estas possibilidades não são fruto de geração espontânea, são condições construídas com as pessoas, tendo como consequência, para elas, maior receptividade e consciência crítica, tornando-as confiantes e integradas.

 

Aprimorar a capacidade do indivíduo de pensar, sentir, decidir e agir, vendo o homem, no seu ambiente de trabalho e no ambiente social, como um ser completo, pleno em todas as suas dimensões, com possibilidades de crescimento e desenvolvimento, compreensão e sensibilidade para com os aspectos que permeiam o dia-a-dia de uma organização num convívio coletivo é o início mais razoável de comportamento sustentável, onde:

 

 A imagem de uma Sociedade seja a solidariedade e o respeito às diferenças como base de sustentação;

 A imagem de um Homem, pela sua melhoria pessoal, possa privilegiar seus centros encobertos de sentimento e ação;

 A imagem da Relação entre o homem e os processos, seja uma preocupação humanista permitindo que as relações interpessoais seja uma constante, onde o reconhecimento pleno das potencialidades do homem parta dele mesmo e, onde a necessidade de tornar o homem integral e consciente dos movimentos à sua volta seja um novo paradigma.

 

9. A Cidadania Familiar e o Comportamento Sustentável

O perfil da família tem historicamente, sofrido mudanças de grande significado e significância. O modelo matriarcal/patriarcal, embora ainda fortemente institucionalizado, experimenta, ainda, rupturas e fraturas no núcleo familiar, o que originou novos padrões de estrutura familiar, como o monoparental (consequente de separações e de mães solteiras), matrifocal (centrado no protagonismo feminino) e o poliparental (união de casais com filhos de relacionamentos anteriores), sem esquecer a emergência de padrões do gênero (uniões homossexuais e transexuais). Ainda assim, a família permanece como espaço primeiro de construção e desenvolvimento pessoal, educacional e social. O conceito de família baseia-se nas noções de individualidade e pertencimento, sendo este o vetor que associa família a cidadania, entendida não somente como uma relação de direitos e deveres em sociedade, mas como espaço de respeito e inclusão. Todos os fatos acima projetam um cenário no qual ações emergenciais se tornam imperativas, em que todo o protagonismo deve ser dinamizado sob a ótica da relevância e da sustentabilidade sociais, por meio de ações na célula familiar.

 

A partir de palavras chave como educação, família, aprender, criança, disciplina, vivente, sociedade, pátria, entre outras, ganha visibilidade que a temática da Cidadania Familiar é inter e transdisciplinar, além de multiprofisssional. Importante notar que, sendo a família a célula-mater da sociedade, fica bastante claro que o cenário familiar é o espaço por excelência para a construção e a sustentabilidade da cidadania.

 

O comportamento interpessoal sustentável emerge, então, como uma ferramenta conceitual capaz de projetar uma visão pluricelular inteligente, em que células de percepção, sensibilidade, decisão e ação, dentre outras, agregam-se sinergicamente, na construção tecidual orgânica, dinamizadora das interações necessárias à abordagem integrada e integradora da construção participativa da Cidadania Familiar.

 

Assim, permitir que o seio familiar experimente novas atitudes, novos procedimentos, que perceba as consequentes reações e a mudança de comportamento é garantir a promoção de valores sustentáveis de tolerância, convivência, diálogo e a solidariedade.

A Sustentabilidade Comportamental

Diante de tudo, parece que o Comportamento Sustentável se constitui como verdadeiro alicerce de todas as ações humanas.

 

Investir no homem antes dos processos se torna fundamental; é a percepção da “nova ordem”.

 

Assim, podemos falar com segurança em desenvolvimento sustentável se tivermos incluído como disciplina básica o Comportamento Sustentável nos currículos da vida e do empreendimento.